essência

1526980_599326530121975_1072055568_nessência é uma das maiores preciosidades de cada um. por mais que eu ou você venhamos a vivenciar múltiplas situações que nos preencham em escolhas diversas, no fim, é cada um de frente as suas consequências. ninguém sente por ninguém, ninguém vive por ninguém. você pode sofrer com alguém mas nunca sabe de que forma os sentimentos passam dentro dos outros. é estranhíssimo pensar no quanto somos estrangeiros em todos os lugares. somos sim, um faiscar de efeitos que afetam circunstâncias com as quais nem mesmo chegamos a ter ciência. pensar isso me deixa um pouquinho ansiosa. porque, por melhores que sejam as intenções, nem sempre uma fala ou ação agem como nós sentimos bem no fundinho de nosso ser. muitas das vezes, aliás, tomam conotações até mesmo inesperadas. e olha, mas não é isso que você entendeu, não modifica a primeira impressão…

essência. lá no fundo, bem debaixo de qualquer lodo, lama, lagrima. muito depois de todas as palavras malditas, sentidas, eu sei, existe uma perolazinha quieta que é além de tudo o que passa ser. muito além dessa camada de expectativas que os outros criam em cima de nós, muito além das máscaras que usamos para que se importem conosco. tola infantilidade, tola miséria nossa de ser o que não somos e sofrer por não ser o que realmente cada um de nós é…

fiquem bem,

gabriela

softly?

o que é essa fincada que insiste em alfinetar a tudo o que há dentro de mim ? o que é esse suspiro incansável que absorve cada possibilidade de inspiração? eu não sei como to me sentindo, aliás, mas acho que isso tudo é uma mistura incrível de cansaço físico e mental. cansaço de uma rotina de vais e vens que tem me apertado sem afrouxar instante sequer. mas tá tudo bem. tá tudo bem passar por isso porque já dei conta de coisas piores. to abrindo esses escritos de forma catártica pra que fique bem marcado o objetivo meu: voltar à respirar de forma leve. e nada me motiva mais forte do que expor em letras e entrelinhas ou seja lá como for o que eu preciso que seja dito antes que caia em qualquer pedaço do buraco negro do meu inconsciente e seja motivo pra mal me quer vindouro. vamos passar por cada onda e caldo absurdo da forma mais simples possível: vivendo todos na intensidade abrupta que nos acolhem. e vamos abraçar a cada um desses momentos. vamos senti-los vibráteis, aos berros, aos pulos em reminiscencia… Softly Singing é na verdade como acalanto particular a partir de saltos quânticos de ansiedade pura que passam a ser maré baixa, ondinha tranquila no meu mar de pensamentos…

brilhem, por favor.

com carinho,

gabriela