Amadurecer

 

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Rachel Neville Photographer

Em meio a muitas idas e vindas de névoa e insensatez nós nos tornamos mais humanos. Se for pra tocar o chão, se for pra arranhar ou deixar impressões soltas como fumaça que o vento esvai, que seja. Mas antes de tudo, antes de qualquer impressão, se nossos olhos estiverem fechados, que todos nossos outros sentidos tomem nossos corpos. O frio que trespassa já não provoca dor ou faz arder o mínimo de pele, antes porém, cria resiliência; Essa cicatriz que imprime a falta mas que invade toda a respiração com bálsamo que desfaz cristais de sabe-se lá o quê, que pararam antes que a palavra dita houvesse seguido caminho pela garganta. Já tem pontos novos em cada pedacinho meu e já sinto que outra metamorfose – abrupta, necessária- deu início há algum tempo. Não é pela incandescência que sinto meu peito, não foi por farfalhar de asas que meu estômago parou. Eu me sinto e sinto que há em cada instante ruim, um tanto de cura, uma potência infinitamente mágica que me enche em alvorada luminescente de crescimento.

 

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